Aprender outro idioma

Domine mais um idioma e decole mais alto – Aprender outro idioma

Quem tem boca vai à Roma, mas quem domina pelo menos mais um idioma vai a qualquer lugar.

A grande maioria das viagens exige que haja o mínimo de contato e comunicação com as pessoas durante o trajeto, sejam moradores locais ou outros viajantes de passagem. Para se deslocar, para encontrar as melhores hospedagens, para desfrutar dos melhores passeios e até para se alimentar bem é preciso perguntar, conhecer, trocar informações e, claro, se arriscar.

Uma amiga fez um curso de mega hair e em paralelo um curso de idiomas e posteriormente foi embora para os EUA e ganhou a vida fazendo com isso após fazer o curso de alongamento de cabelos.

Mas tudo fica mais difícil quando, além de não dominar o idioma nativo, você também não domina inglês ou espanhol, duas das línguas mais faladas no globo. Em lugares onde há um fluxo constante de viajantes, especialmente de mochileiros, sempre é possível encontrar uma concentração de pessoas de todas as partes do mundo – e, claro, falantes dos mais variados dialetos. Com certeza, alguma dessas pessoas vai saber falar fluentemente inglês ou espanhol e, se você souber também e estiver com problemas, ela poderá te ajudar com muito mais facilidade.

Por isso, selecionamos as principais razões pelas quais dominar um idioma além do português vai tornar a sua viagem muito mais agradável, segura e enriquecedora.

amigos no mundo
Amigos no Mundo

1 – Você vai saber onde e no que está gastando

Para começar, já temos um motivo e tanto. Todo mundo que já viajou pelo menos uma vez na vida com o dinheiro contado sabe a importância de economizar e manter sempre aquela reserva mínima para o caso de imprevistos.

Pois é falando um idioma em comum com as pessoas ao seu redor que você poderá conhecer os lugares mais baratos para se hospedar, se alimentar e fazer suas compras. Saber o lugar certo onde encontrar as opções mais baratas de consumo vai salvar um dinheiro que poderá ser muito útil em caso de surgir um problema ou de você decidir emendar uma viagem em outra.

E não pense que o idioma que precisa ser dominado neste caso é o regional. Principalmente em cidades turísticas, não será difícil encontrar uma pessoa para te ajudar a se comunicar com a população local e descobrir os seus encantos mais em conta sem precisar necessariamente ser fluente em sua língua oficial.

O grande segredo, porém, está em poder conversar com outros viajantes, de preferência aqueles que estão há mais tempo no lugar e chegaram antes de você. No geral, eles saberão como é a sensação de estar numa cidade diferente e sem conhecer ninguém, procurando economizar. Por isso, além de um itinerário contendo os estabelecimentos e programas mais baratos, eles poderão te fornecer também um pouco de atenção. Na estrada, isso é mais valioso que passaporte em dia.

É claro que se você for visitar um lugar muito ermo, sem costume de receber visitas de fora e em um país ou região de idioma atípico, haverá uma certa dificuldade para conseguir se comunicar. Mas como o inglês e o espanhol, mais acessíveis ao aprendizado, estão entre os três idiomas mais falados do mundo, as chances do seu destino de pouso ter uma dessas duas línguas como idioma oficial é grande.

Na Europa e na América do Norte, por exemplo, se você souber a diferença entre “where is the cheapest restaurant?” e “¿dónde está el restaurante más barato?” não tem com o que se preocupar. O espanhol e o inglês só perdem para o mandarim. Aliás, está aí outra língua que você fará muito bem em aprender se estiver afim de conhecer a Ásia.

2 – Você pode fazer trabalho voluntário e economizar mais ainda

Se a sua proposta de viagem é autossustentável, não dominar pelo menos o inglês poderá colocar tudo por água abaixo. Isso porque uma jornada onde você procura trocar serviços básicos pelo seu trabalho só é possível quando você consegue, primeiramente, se entender com possíveis contratantes e, depois, exercer a tarefa requerida.

É que nos sites mais famosos de trabalho voluntário para viajantes os serviços exigem interação direta e comunicação constante com pessoas de diferentes países. No WWOOF, por exemplo, talvez você tenha que aprender técnicas de aragem e plantio que serão melhor ensinadas em um idioma que você compreenda.

Já pelo Workaway e também pelo Worldpackers, empregos em hostels e hotéis são os mais comuns. Os acordos variam, mas geralmente, em troca de algumas horas de trabalho na recepção, você poderá garantir uma diária sem pagar pela hospedagem. Mas como você vai se comunicar com os hóspedes e dar conta do fluxo de viajantes se não fala outra língua sem ser o português?

Isso vai dificultar seu trabalho ao ponto de você se tornar desinteressante para a vaga. Assim, você perde uma oportunidade de prolongar a estadia, conhecer mais pessoas e visitar mais lugares. Sem a capacidade de fornecer informações e receber hóspedes, pode considerar a conquista de uma vaga em trabalho voluntário quase um milagre.

E, mesmo que esse milagre aconteça, prepare-se para sofrer tentando entender o que os viajantes dizem e perguntam. Atividades simples como saber o motivo de um check-out ou explicar os preços e tamanhos dos quartos se tornarão impossíveis de realizar.

viajar o mundo
Viajar o Mundo

3 – Conseguir se comunicar gera segurança e evita riscos

Imagine a seguinte situação: quase noite, as ruas se esvaziando aos poucos, o frio chegando e você ainda está perdido, sem saber como chegar no seu destino porque não consegue se informar com as pessoas. Por algum motivo, perdeu o mapa. Ou não está resolvendo muito ficar seguindo aquelas coordenadas confusas. Você realmente não sabe o que fazer.

Se chamar um táxi, quanto será que vai ficar? Onde eu anotei o endereço? Se você gostou da ideia de ter um negocio na área da beleza fazendo alongamento de cabelos no exterior, veja clicando aqui.

Obviamente, o ideal para quem vai viajar, em especial se para um lugar que nunca visitou antes, é ter tudo anotado à moda antiga. Endereço do local de hospedagem, telefones, dados pessoais… Um pedaço de papel no bolso dá conta de tudo isso, e a bateria dele nunca vai acabar. Mas se, por algum motivo, você não anotou nada ou perdeu suas anotações, o celular descarregou e a noite está chegando, é hora de recorrer a alguém.

A não ser que você esteja visitando um local que fala o português, somente a fluência em sua língua nativa não vai ajudar muito. Claro que é possível se comunicar por desenhos, gestos, sinais de fumaça, código Morse e até com o olhar. Mas leva tempo, por exemplo, para que um total desconhecido que você acabou de abordar (falando em português) lhe faça um mapa improvisado. E quem garante que as pessoas estarão dispostas a isso?

Então, na via das dúvidas, saiba ao menos perguntar “where is this hotel and how I can get there as safest as possible?”. Uma abordagem objetiva aumenta suas chances de solucionar as dúvidas de percurso, ainda mais em lugares mais frios, onde as pessoas têm ainda menos o costume de conversar com forasteiros e de dar-lhes atenção..

Por isso, é preciso muito cuidado na hora de escolher o idioma que você vai aprender para viajar. Falar alemão, turco, bengali, hindi ou sueco deve ser ótimo e vai garantir que muitos ao seu redor se surpreendam com sua fluência em idiomas mais exóticos. Mas não vai resolver muito se você não está nos países que dominam especificamente essas línguas.

Então, não tente apenas impressionar, saiba também se fazer compreender. Não tem muito como fugir do inglês e do espanhol. Decida-se por uma língua que muitas pessoas falam, mesmo que isso impeça que você tenha um diferencial. Depois de aprender o inglês, por exemplo, e garantir que você vai conseguir se comunicar na maior parte do planeta, aí sim invista em um complemento (talvez o árabe, que também pode ajudar muito dependendo do roteiro).

Ou seja, falar mais do que o português aumenta suas chances de conseguir se fazer entender e chegar em segurança onde quer. Tem coisa melhor?

Tem, sim.

Equipe Swis Saúde

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *